Verdade ou Mentira?

Se você está procurando a verdade veio ao lugar errado! Nada é real, não se iluda. Nem o Velloso existe realmente (viu Velloso, você não existe!). Nem nada. Monte Castelo, nada. Mas se até este texto é mentira...
  • O Vlog do Belloso
    Para algumas pessoas não vai parecer novidade o que tenho pra falar, mas eu e Jimmy Olsen somos a mesma pessoa. É verdade. Não é fácil a vida de repórter fotográfico, não tem rendido merda nenhuma. Nada como se disfarçar e cultivar uma personalidade secreta. Aprendi isso com o Kal-El, o Clark. Não que ele [...]
  • Essa vida inteira é uma brincadeira…
    Eu fico feliz com qualquer besteira Sim, é isso que acontece depois que conhecemos o Velloso. Tudo é felicidade, tirando as tristezas. Muitas pessoas já experimentaram este estado de supra nirvana, como descrito num dos mais famosos livros do Velloso, O Sutra Tântrico da Felicidade Absoluta. Nele, nosso grande mestre descreve os 138 passos para [...]
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  • Encontros Memoráveis
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  • Velloso Comédia
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    No lado ímpar da rua Castro Alves, olhando por sobre o lado par, a vista já sobre a rua dr. Félix ou Apeninos. Aclimação, São Paulo. Castro Alves - O Velloso já olhou por esta janela

O Vlog do Belloso

Para algumas pessoas não vai parecer novidade o que tenho pra falar, mas eu e Jimmy Olsen somos a mesma pessoa. É verdade. Não é fácil a vida de repórter fotográfico, não tem rendido merda nenhuma. Nada como se disfarçar e cultivar uma personalidade secreta. Aprendi isso com o Kal-El, o Clark. Não que ele tenha me revelado o “seu segredinho”, mas sei que é ele quem veste a cueca por cima daquela ceroula e vira o Super-Homem. Vira não, faz a metamorfose para o Fuper-Hómem. Só falta chover purpurina na hora.
Bom, além de cutir esse lance de homem duplo, ou triplo, sei lá, eu tirava mais um troco trabalhando nos dois jornais.
Mas enfim terminaram os dias de dureza. Colei na fama do Velloso e estou zilhonário graças a esse Vlog. Um dia pensei - qualquer otário pode ser escritor. Mesmo não sendo todo escritor otário (será?), então eu posso ser escritor. Até o Groo poderia ser escritor. E jornalista.
Hoje sou chamado para vernissages (surubas plásticas), degustações (orgias culinárias), simpósios (acadêmicos) e eventos em geral. Acabo de comprar um iate, uma casa em Angra, três encarnações de carma e fico feliz em apenas acumular dinheiro e acender charutos em notas de 100 dólares. Tudo graças à projeção que o Velloso tem no Jetset internacional. Nem preciso destilar as qualidades do Velloso, já tão bem conhecido neste quadrante do sistema solar. Mas basta dizer que ele está sendo cogitado para ser o novo James Bond. Dâbâl ou seven, entenderam?
Agora vou falar sério, parem de ler essas besteiras , vão ler um livro, fazer algo útil. Mês passado recebemos 24 bilhões de acesso (24.000.000.000), o que quer dizer que cada habitante da Terra acessou a página pelo menos 4 vezes. Mesmo nossos servidores, que foram desenvolvidos nos laboratórios do Instituto de Tecnologia de Maxaxutes, Conecticut, Ohio (que o parta), não aguentaram e explodiram junto com a costa oeste americana. O Velloso é mesmo um sucesso!

Se não somos o urubu, o que resta ser

Se não somos o urubu, o que resta ser ?

Essa vida inteira é uma brincadeira...

Eu fico feliz com qualquer besteira

Eu fico feliz com qualquer besteira

Sim, é isso que acontece depois que conhecemos o Velloso. Tudo é felicidade, tirando as tristezas. Muitas pessoas já experimentaram este estado de supra nirvana, como descrito num dos mais famosos livros do Velloso, O Sutra Tântrico da Felicidade Absoluta. Nele, nosso grande mestre descreve os 138 passos para se atingir, o que ele chama, O Balcão da Felicidade. - “Eu me inspirei nos 138 passos que separam a minha casa do bar do Cardozo. Ali já fui muito feliz!” diz o Grande Xamã, com sua coloquialidade característica. E não é para menos, o bar do Cardozo sempre tem uma cerveja gelada, um tira gosto duvidoso e uma conversa ribeirinha. Isso sim é felicidade!!!

Sampa

O piscinão na ex-avenida de nome incoerente, Águas Espraiadas, atual talvez mais coerente Roberto Marinho, divide ou se integra com um parque esportivo.  É uma visão maluca do remendo do remendo. O piscinão já é um buraco tapa-buraco, tentando remendar enchentes, que é um problema de solo, de lixo. As quadras remendando o piscinão.

Piscinão já foi outra coisa...

Piscinão já foi outra coisa...

Existe uma beleza em tudo isso, uma beleza difícil, que precisa ser compreendida e não só admirada. Uma beleza improvável, desafiada pelo lixo e pelo esgoto, mas que mostra o imenso esforço que fazemos para resolver nossos espaços. Para quem não está familiarizado, piscinão é um buraco que recebe o excedente das águas da chuva. São Paulo tem alguns, construídos em áreas que inundavam frequentemente. Eles fedem em dias quentes ou quando estão muito cheios de lixo. Abrigam seres que vivem na fronteira da sociedade, como nóias, desocupados e vagabundos em geral. A sociedade constrói essas pessoas como constroem piscinões e tem com eles uma relação de solidariedade e repulsa, mas não adianta: eles são a sociedade, eles somos nós.

Fronteiras urbanas

Fronteiras urbanas

Essas fronteiras sociais são zonas auto geridas, proto anarquistas, áreas testes de desobediência civil espontânea. São também a tela da arte de rua, dos pixadores, grafiteiros e demais. Eles se auto intitulam, dão-se nomes - grafiteiro vem do hiphop, street art do movimento punk… mas essas denominações são obscuras para o chato “cidadão de bem”. Para o senso comum tudo é muito confuso e por isso contestador. Alguns até acham que os pixadores “evoluem” até se tornarem grafiteiros, mas não tem nada a ver.

Onde a arte deve morar?

Onde a arte deve morar?

Do outro lado tem a publicidade, que se apodera do visual público e nos empurra sua estética mercantil. Porque a publicidade de rua teria mais direito de gritar que a pixação? Enquanto a arte de rua é realmente pública, não comercial, na publicidade apenas os eleitos ganham e decidem.
São Paulo, a terra do tudo, da contradição, avançou muito na equação visual do espaço público desde que proibiu e restringiu a publicidade de rua. Acabou com os outdoors, diminuiu a voracidade das fachadas do comércio, dos shoppings. Afinal, de quem é a cidade?

A cidade é dos pombos

A cidade é dos pombos

Encontros Memoráveis

barba

Triângulo

Velloso e seus amigos

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Velloso Comédia

Juliana Araripe, Camila Raffanti e Patrícia Pichamone. Bonitas e inteligentes, é possível?

Juliana Araripe, Camila Raffanti e Patrícia Pichamone. Bonitas e inteligentes, é possível?

Nosso departamento de crítica teatral foi assistir a peça “Confissões das Mulheres de 30″, na intenção de trazer um pouco de cultura aos toscos leitores d’Azaventuras do Velloso. A peça, pra quem tem dificuldade de abstração, trata das questões que cercam as mulheres que estão circulando a idade dos 30 anos, que para os homens ainda é fase de adolescência. É muito engraçada, inteligente, com aquele tempo certinho de comédia. Demorei um pouco pra perceber que elas estavam dizendo alguma coisa. As atrizes são muito lindas e passei os primeiros minutos hipnotizado e babando. Recomposto e com o fio de baba seco na lapela percebi a grande sacada do texto: a identificação. Situações comuns, neuras, relacionamentos, enfim, o cotidiano diário de todo dia das mulheres de 30, escrito, atuado e confessado com excelência. Não tem como não se identificar (não sou uma mulher de 30, que fique bem claro, mas conheço um monte delas).
E o Velloso?  Por incrível que possa parecer tem o dedo dele (ui) no texto. Ele tinha uma vizinha que fazia anualmente uma festa de aniversário para o Roberto Carlos, com as comidas preferidas do cara, vários convidados e até fogos de artifício. Na hora do parabéns todos cantavam pra um retrato do Rei. Claro que o Roberto nunca apareceu na festa. Não devia nem saber que rolava. Não duvido que muita gente faça isso por aí, coisa de maluco mesmo. Bom, as meninas colocaram uma versão dessa história na peça. Trocaram o Roberto Carlos pelo Fábio Jr. e encaixaram numa parte do texto. Fantástico! A peça é muito dinâmica e sempre atualizada, não sei se ainda figura isso lá, mas já bastou para introduzir (ai) o Velloso nos anais (uiui) da dramaturgia brasileira. Quem sabe universal?
As atrizes  Camila Raffanti e Juliana Araripe tem um blog muito bom, vai lá, é o Mulheres Reais
Quer ver a peça? Elas estão no teatro Gazeta, na avenida Paulista, em Sampa, até o dia 8 de agosto. Depois saem em turnê por esse mundão.

Somos Todos Cyber Punks

Capa do Primeiro cd do Máquina P.E.L.U.D.A.

Capa do Primeiro cd do Máquina P.E.L.U.D.A.

Porra! Recebi um email do meu amigo Thunder Dellú, vulgo Josemar, dizendo que o som dele (Reatores) foi escolhido pra uma coletânea internacional em tributo aos Ramones.  Isso me fez descobrir que não é tão fácil ser punk hoje em dia, a não ser que você seja um Cyber Punk (saiber pank). Explico: Tentei baixar a coletânea, no link que ele me passou (http://www.multiupload.com/SF03275LNO) e não consegui. Tudo é muito burocrático, te empurrando para assinar o serviço de download rápido, que eles dizem é rápido (dãã) e não cai nunca. Antigamente era mais fácil ser punk, era só não tomar banho, usar coturno e gravar umas fitinhas com o som punk. Sim, porque rebeldia sempre vem acompanhada de boa (?) música. Ou então, roubar um cdzinho na Mesbla. Agora precisamos entender de downloads, myspaces, tweeter e o caraglio.

A música dos Reatores escolhida para a coletânea é a “Ramones no Bar do Ico”, que, se não me engano (e eu sempre me engano), relata o show dos Ramones num bar em Mogi das Cruzes, evento que eu fiquei sabendo no dia em que rolou e não fui por pura descrença. Agora já era.
Os Reatores derivam de uma banda, que conheci bem, chamada Máquina P.E.L.U.D.A.,  que tinha o Thunder, o Glauber e o queridíssimo Andrézinho em sua primeira formação. Som Punk de altíssima qualidade e bem punk, diga-se de passagem. Bom, fazer música na cidade de São José dos Campos (SP) já é uma atitude pra lá de punk. Viver lá já é bem foda, mas isso é outra história.
Vale a pena ouvir o som dos caras (http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/maquina) e prestar muita atenção na letra. São pérolas com títulos como São José dos Campos de Concentração, Encontre Satã no Shopping , Sudesenvolvimen e Jesus Errou o Pênalti, pra citar algumas. Quem sabe você não aprende alguma coisa?
Comecei esta matéria querendo falar da coletânea em tributo aos Ramones, que é notícia mais recente, mas fica a dica deste glorioso passado.
Mais informações sobre o que os Reatores andam aprontando no http://reatores.wordpress.com/

Um semi-nú frontal recente do André, ex batera do Máquina P.E.L.U.D.A.

Um semi-nú frontal recente do André, ex batera do Máquina P.E.L.U.D.A.

Velloso Verão

Velloso em pleno relax

Velloso em pleno relax

O carnaval, também comemorado mundialmente como o Ano Novo Baiano, está chegando, mas antes dos ziringuinduns e baracubacos resolvemos procurar o Velloso no litoral norte de São Paulo para tentar descobrir o segredo de tanta beleza . Todos me perguntam como o Velloso consegue manter aquele corpo escultural e o bronzeado da cor do pecado. São informações extremamente sigilosas, cobiçadas pelos maiores TOPS do mundo, mas como ninguém lê esta porra mesmo, podemos revelar os segredos:

MÚSCULOS
Os músculos são tonificados com muito esporte. Arremesso de bitucas é uma das categorias em que ele se destaca. O COI (Comitê Olímpico Internacional, para os inguinorantes) tem estudado a possibilidade de incluí-lo como esporte olímpico. Nas olimpíadas do RIO será incluído apenas como demonstração. Para a manter a barriga tanquinho (apesar da torneirinha não ser lá grande coisa) o segredo são duas abdominais por dia. Uma na hora em que acorda e outra na hora em que vai dormir. Nos dias chuvosos as abdominais são trocadas por rolamentos laterais, de uma ponta a outra da cama.  Como ninguém é de ferro, nos dias de descanso, o Velloso não dispensa o video gueime. ” Ajuda a passar o tempo na concentração” . Bom, essa frase é do Ronaldo Femônemo, mas é a típica besteira que o Velloso diria.

BRONZEADO DA COR DO PECADO
As dicas de bronzeado são importantes, mas indiscutivelmente a genética é um fator primordial, e cada um é cada um, a nível de ser humano mesmo, enquanto ser pensante e fazedor de seus próprios caminhos. A técnica mais usada pelo Velloso, que já foi copiada pelas maiores estrelas de roliude, é a defumação. Interna e externamente. A expressão popular utilizada quando alguém se ausenta de repente - virou fumaça - deriva desta técnica do Velloso. O inconveniente desta técnica é que ela deixa a ponta do dedo amarela.

Na foto acima flagramos um dos raros momentos em que o Velloso pode ser visto ao ar livre. O retrato foi tirado na Praia do Estaleiro do Padre, em Ubatuba. Nela vemos o Velloso preparando-se para um mergulho… desculpem, mas a câmera de retratos estava sem a lente de zoom, a cena do Velloso mergulhando está acontecendo lá ao fundo, na beira daquela praia, no pé do morro. O cachorro e a pessoa na água não quiseram comentar o caso.

Voltamos à nossa programação normal (risos)

Trânsito - Uns vai e outros vorta.

Trânsito - Uns vai e outros vorta.

Poisé, muita coisa mudou nestes últimos meses. Casas desabaram, filmes foram lançados, choveu, parou e voltou a chover. Não adianta, não lembro de nada muito específico. Não depois daquela viagem pra Amsterdã. Enfim, estou dizendo que muita coisa mudou porque as coisas mudam mesmo, então não corro o risco de errar. 2010 chegou e nada se parece com o ano em que faremos contato. Corremos o risco de chegar 2012 e o mundo não acabar. No ano 2000 já foi aquela decepção geral. Acaba ou não acaba? Era a pergunta que todos faziam. Um antigo vizinho chegou a me convencer que tudo iria pro beleléu, que eu deveria experimentar coisas diferentes…ui, deixa pra lá. Em compensação tem coisa que não muda, o Sarney, por exemplo, tá sempre por aí. Outra coisa que não muda é o Velloso, essa figura imexível imutável, pétrea, e que resume tudo o que a humanidade alcançou em matéria de cultura, conhecimento, música, mídia e salgadinhos em geral.
Uma coisa que mudou é o fato de qualquer desqualificado (e eu me incluo, apesar de não ser um desqualificado qualquer) poder ser jornalista. Sempre convivi com adjetivos e predicados dos mais variados, quer dizer, já me xingaram de um monte de coisa, inclusive com alusões à minha santa mãe. 2010 será diferente. Já rasguei o meu diploma comprado, com garantia estendida de 3 anos, e agora gostaria que me chamassem de  jornalista.

Agora, já escrevendo como um verdadeiro jornalista, quero dizer (e digo, já que sou jornalista) que são muitas as vantagens. Bom senso, por exemplo, coisa difícil de ter hoje em dia, é absolutamente desnecessário para jornalista. Vejamos o exemplo do Boris Casoy, que disse na passagem de 2009 pra 2010, no Jornal da  Band, em rede nacional, que os profissionais do lixo pertencem à mais baixa escala da sociedade. Considero o comentário do meu colega muito audacioso. Eu não teria coragem de dizer uma coisa dessas nem perto dos meus amigos (estes sim pertencentes às mais duvidosas escalas sociais), com medo de ser linchado. Contudo sou apenas um iniciante. Se eu fosse lixeiro, mas não sou, sou jornalista, moveria uma campanha pra não tirar mais o lixo da casa do Boris. Talvez o cheiro do lixo, misturado com a podridão das idéias sectaristas excludentes pudesse matar as minhoquinhas na cabeça do nobre colega. Gostaram das palavras difíceis? Coisa de jornalista.

Lugar

No lado ímpar da rua Castro Alves, olhando por sobre o lado par, a vista já sobre a rua dr. Félix ou Apeninos. Aclimação, São Paulo.

Castro Alves - O Velloso já olhou por esta janela

Castro Alves - O Velloso já olhou por esta janela